Como curar suas dores emocionais com inteligência emocional.

Como curar suas dores emocionais com inteligência emocional.

Você alimenta suas dores emocionais para honrar e amar?

Precisamos transmutar as nossas dores.
Há momentos em que a única coisa que você pode fazer para seguir adiante é transmutar a sua dor.

E como fazer isso quando dói mais do que parecemos suportar?

Estou falando de perdas irreparáveis, de situações que não podemos mudar.

Tudo o que queremos é seguir, mas parece que falta força, ou será que nos apegamos a dor?

Esta dor muitas vezes parece ser o único laço entre nós e uma história ou pessoa que queremos eternizar.

Alguém que amamos muito, e que se foi. Um relacionamento que não queríamos que acabasse. Uma perda de um emprego que amávamos ou que servimos por muito tempo ou bens materiais que valorizamos em excesso, também podem nos prender a uma dor apenas para mantermos o vínculo.

Estou falando de perdas irreparáveis, de situações que não podemos mudar, de grandes rupturas.

A realidade é que tudo o que nos liga ao que perdemos, nos prende a dor. E até potencializamos a dor, às vezes, para ficarmos mais próximos do que perdemos e amamos.
Nós nutrimos nossas dores emocionais.

Devemos transmutar estas dores, porque se não o fizermos nosso corpo o fará, e as transformará em dores físicas. Precisamos reagir antes que estas mesmas dores, tornem-se doenças.

Podemos chamar algumas dessas dores, de dores de estimação porque não queremos deixar de sentir.

E porque será que que alimentamos algumas dores como se fossem de estimação?

Esta é a dor de Estimação.

A dor ativa as memórias, mas é uma grande armadilha.

Ela é a ponte ao passado.

Quem vive muito no passado, está de mãos dadas com a depressão.

E como mudarmos esta situação quando dói mais do que parecemos suportar?

Este é o jeito que encontramos de honrar uma história ou pessoas muito amadas.

Há momentos que a única coisa que podemos fazer para seguir adiante é transmutar a nossa dor para evitar que ela nos consuma, ou nos prenda ao passado.

A verdade é que não deixamos de amar, de honrar, ou de eternizar os nossos sentimentos porque ressignificamos as nossas dores emocionais.

Ao contrário. O renascimento  é um sinal de que estamos nos cuidando e zelando pelo nosso corpo. É um sinal de respeito.

Quando nos permitimos sorrir novamente, sem culpa, sermos felizes, reconstruímos uma nova história. Este sim é um jeito nobre de honrar o que passou, as pessoas que perdemos e as histórias bonitas da nossa vida.

Ficamos com as lindas lembranças, com o amor e com as boas histórias e seguimos espalhando este sentimento lindo pelo mundo à fora.

Curamos nossas dores emocionais cuidando da nossa autoestima, respeitando a nossa história e a história do outro e acolhendo nossa dor, mas não fazendo destas dores emocionais, nossas dores de estimação.

Existem muitas maneiras de honrarmos uma história. Escrever um livro, criar algo que ajude outras pessoas a superarem suas dores, contar estas histórias para pessoas que precisam entender que seguir é preciso.

A melhor forma de eternizar a presença de pessoas importantes, de histórias inesquecíveis, de conquistas que não queremos nos desvincular é tornando-as parte da sua construção.

Olhe para estes eventos como tijolos de ouro, que constroem o seu castelo de ouro.

O ouro é produzido à partir da colisão de duas estrelas de nêutrons e é um metal de transição brilhante, maleável e denso, mas que diante de altas temperaturas e alguns reagentes, pode ser forjado.

Assim devem ser tratadas nossas dores emocionais.

Forjamo-las então, como as joias mais raras ou construímos nosso castelo de ouro para abrigarmos aqueles que precisarão do nosso sorriso durante a jornada, mas mantendo o seu valor, sua raridade e sua perpetuidade.

Por isso, se você está hoje como uma dor emocional guardada do peito; aquela dor que te acompanha todos os dias e que há momentos que você parece não suportar, saiba que você pode transformá-la em joia raríssima ou em matéria prima geradora de alegria, de amor, de compaixão e  de luz.

Se você não consegue transmutá-las sozinho (a), busque ajuda, mas faça o quanto antes, enquanto ainda é tempo de ressignificar vidas que estão perdidas por aí.

As maiores dores, são as joias mais raras.

Renata Martins

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